sexta-feira, 11 de novembro de 2016

O livro vai acabar?






Uma discussão que vem se impondo é se o livro de papel está fadado ou não ao desaparecimento por causa da revolução dos livros eletrônicos (e-books). Em minha opinião os livros digitais são uma revolução tão grande quanto a invenção dos livros. 
Eu aderi faz tempo.  Os digitais levam uma série de vantagens sobre o livro de papel. Não ocupam espaço físico, podem ser editados: aumentar ou diminuir a fonte, destacar trechos, fazer anotações. É sem dúvida uma revolução. 
Mas o livro possui uma aura quase mística; um bibliófilo gosta do objeto livro, da textura, do cheiro, coisas que o livro digital não dispõe (ainda?). Há um prazer orgulhoso de tê-los expostos em suas estantes. O livro de papel faz parte da história cultural como nenhum outro artefato. 

Nesse livro "Não Contem Com o Fim do Livro", o saudoso Umberto Eco, autor do famoso "O Nome da Rosa", ao lado de Jean-Claude Carrière, atravessam 5 mil anos de história do livro em uma discussão erudita e bem-humorada. A intenção não é apenas entender as transformações anunciadas pela adoção do livro eletrônico, mas dar início a um debate instigante e atual a partir da premissa de que a história dos livros e o amor a eles os salvarão do desaparecimento. (Site da Editora Record). 

Atualmente em meus Kindle e Kobo, as duas principais plataformas de livros digitais, eu tenho quase mil livros arquivados. Onde eu iria colocar tudo isso se fossem livros físicos? Não, não moro em mansão, e os quase oitocentos volumes que ainda guardo aqui em casa já tomam um espaço considerável. 
Sinceramente, por mim os livros de papel podem ir para os museus... mas eles não irão. Resistirão firmes mesmo que os digitais venham a se tornar a regra. E confesso que livros de artes, coleções especiais luxuosos de clássicos pedem uma boa encadernação em papel. 
Para a felicidade de todos, também creio que ambos caminharão juntos daqui para a frente. 


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