terça-feira, 25 de outubro de 2016

Lolita




Estou terminando de ler o livro mais famoso do russo Vladimir Nabakov(1899 - 1977) que ainda na juventude saiu da Rússia em 1919 indo para a  Inglaterra na esteira dos acontecimentos que foi a revolução russa de 1917. Estudou literatura russa e francesa. Era um "nômade", passou por  Londres, Berlim, França, EUA, Suíça. 

Lolita(1955) foi seu grande sucesso literário, mas à época, não teve o reconhecimento devido já que foi publicado por uma editora especializada em livros pornográficos. Lolita não é pornográfico. É um drama em muitos aspectos. O eterno tabu do relacionamento de um homem adulto com uma pré-adolescente: um professor de meia idade, Humbert Humbert - por uma menina de 12 anos - Dolores Haze. Humbert é um pedófilo, sente atração por meninas pré-adolescentes o que parece ter sido desencadeado por uma desilusão amorosa de adolescente quando seu amor de infância morre tragicamente. 

O livro não é fácil. Achei certas partes cansativas, principalmente nas muitas páginas em que o autor em primeira pessoa (quem narra é Humbert de uma prisão) descreve suas viagens de carro junto com Dolores a quem chama de "Lolita". A linguagem porém não é crua nem chula, muito pelo contrário. Não se narra sexo de forma explícita. O livro não é uma defesa à pedofilia já que o fim do professor Humbert não é feliz. Muitas vezes o narrador revela suas crises de consciência por ter se deixado seduzir pelos encantos pré-adolescentes de Dolores. 

Bem, mas como eu disse na Apresentação, não quero me aprofundar discutindo intenções, valor literário, motivações do livro. VOCÊ PRECISA LER! O que escrevi, creio, já é o básico para aguçar sua curiosidade sobre o livro se ainda não o leu. Lolita voltará a aparecer por aqui em citações, Inícios e Finais ou por algum outro motivo.

Nabakov escreveu 10 romances em russo, 9 em inglês, além de contos, poesias e traduções. 










Nabakov
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